A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que os entraves estruturais no Brasil geram um custo de R$ 1,7 trilhão por ano, o que equivale a cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB). O tema foi debatido na segunda reunião ordinária de 2026 do Conselho Temático de Política Industrial e Desenvolvimento Tecnológico (Copin), realizada em Brasília.
O presidente do colegiado, Léo de Castro, afirmou que a agenda de mitigação do Custo Brasil precisa avançar com urgência para permitir o desenvolvimento industrial e o crescimento econômico do país. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o governo concluiu 13 dos 41 projetos da agenda original até janeiro de 2026. Castro declarou que medidas como a regulamentação da reforma tributária e mudanças no setor elétrico são necessárias para reduzir encargos.
Durante o encontro, o secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo, apresentou o programa Brasil Mais Competitivo. A iniciativa substituiu a agenda anterior, reduzindo os projetos prioritários de 41 para 24, com expectativa de gerar uma economia de R$ 341,6 bilhões. O governo também lançou o programa Brasil Mais Simples, focado na redução da burocracia.
A CNI também apresentou o balanço do programa Brasil Mais Produtivo, parte da política Nova Indústria Brasil. Segundo a entidade, a iniciativa já elevou, em média, a produtividade das empresas atendidas em 29,6% e reduziu o consumo de energia em 18,9%.


