Os juros futuros caíram na quinta-feira (30/7), com a taxa do contrato DI para janeiro de 2027 recuando para 13,805%. A queda reflete um quadro favorável para a continuidade do ciclo de corte da Selic, apesar da desconfiança gerada pelo discurso do presidente do Federal Reserve (Fed).
Apesar da redução nos prêmios de pregão, a curva a termo manteve inclinação, influenciada pelo discurso de Kevin Warsh, presidente do Fed. O leilão de prefixados do Tesouro Nacional também contribuiu para aliviar a curva de juros, segundo Warren Investimentos, que registrou risco adicionado de US$ 357 mil, o menor desde 11 de junho.
Estrategistas apontam que indicadores domésticos sustentam a expectativa de queda da taxa básica. João Freitas, do Santander, afirmou que o IPCA-15 de julho subiu apenas 0,06%, desenhando um cenário propício ao corte. Cálculos do Bmg indicavam 100% de chance de corte de 0,25 ponto em agosto.
Dados internacionais também apoiaram o movimento. O índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos Estados Unidos caiu 0,1% em junho ante maio. Além disso, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE mostrou que a taxa de desemprego atingiu 5,4% no trimestre encerrado em junho.


