Um apresentador de programa de rádio afirmou que o sistema de dar mesada ao cônjuge é prejudicial a todos os grupos de pessoas. Ele defende que a união de contas e a criação de um orçamento compartilhado são alternativas mais saudáveis para a gestão financeira doméstica.
O especialista George Kamel criticou a tendência de conceder mesada entre parceiros, reagindo a um caso em que uma mulher propôs um sistema de pagamento mensal estruturado. Kamel declarou que o modelo de um cônjuge distribuir dinheiro ao outro deve ser “ofensivo a todos os grupos de pessoas”. Ele explicou que, quando um adulto no casamento precisa solicitar ou ganhar acesso ao dinheiro do lar, o ressentimento aumenta rapidamente.
Kamel apontou que a raiz do problema em discussões financeiras é a evitação de conversas sobre dinheiro, o que impede que os parceiros alinhem metas e valores. Ele argumentou que um sistema de mesada mascara o desentendimento, pois transforma a gestão financeira em uma negociação, e não em um planejamento conjunto. O especialista ressaltou que o trabalho doméstico e o cuidado com os filhos representam um valor econômico que não aparece em contracheques.
Como alternativa, Kamel recomenda combinar as finanças em uma conta corrente única e construir um orçamento compartilhado. Ele sugere que cada cônjuge receba uma categoria de ‘dinheiro de lazer’ sem questionamentos. Segundo o especialista, essa abordagem reconhece que ambos os adultos fazem parte da gestão financeira do lar, o que é crucial em um contexto de ansiedade econômica, visto que a taxa de poupança pessoal nos EUA caiu para 3,9% no primeiro trimestre de 2026.

