Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva questionam a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a Polícia Federal a investigar Fábio Luís Lula da Silva por suspeita de tráfico de influência. A avaliação é que o mesmo tratamento não foi dado ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, em relação a negociações de financiamento de filme.
A investigação da Polícia Federal apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo Fábio Luís Lula da Silva e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes. Os investigadores buscam apurar se o filho do presidente exerceu influência indevida junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência da República para favorecer a comercialização de canabidiol medicinal em programas governamentais. A PF considera que o indivíduo atuou no ramo da cannabis em parceria com a empresária Roberta Luchsinger.
Os questionamentos dos governistas apontam que Flávio Bolsonaro não recebeu medidas cautelares, apesar de haver registros de áudio e mensagens que mostram que ele negociou com o fundador do Banco Master o financiamento do filme Dark Horse. Essa ausência de medidas, segundo os aliados, configura uma “blindagem” ao principal adversário de Lula nas eleições de 2026.
As defesas de Fábio Luís Lula da Silva, Roberta Luchsinger e do lobista negaram conhecimento sobre o pedido da PF. Um advogado da defesa de Roberta Luchsinger declarou que a reabertura de inquérito sobre repasses do INSS, após já ter sido finalizada, seria um ato para exploração política.


