A Universal Music Group (UMG) registrou lucro líquido atribuído de 222 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, um resultado 84,5% inferior ao do mesmo período de 2025. Apesar da retração no lucro, a receita acumulada da companhia avançou 5,3%, totalizando 6,194 bilhões de euros, segundo dados da empresa.
O desempenho da UMG foi afetado pela queda do lucro operacional, pelo aumento de custos frente ao crescimento das receitas, por efeitos cambiais negativos e pela redução das receitas financeiras. A piora na reavaliação de investimentos em empresas de capital aberto, como Spotify e Tencent Music Entertainment, foi o principal fator de impacto no resultado.
No setor de receitas, a área de gravação musical somou 4,769 bilhões de euros no semestre, um aumento anual de 6,8%. Dentro desse segmento, as receitas de assinaturas cresceram 9%, alcançando 2,670 bilhões de euros. As receitas de licenciamento subiram 11%, totalizando 648 milhões de euros.
O presidente e diretor executivo da UMG, Lucian Grainge, declarou que a empresa segue seu plano estratégico, buscando aprimorar a execução por meio das novas tecnologias e das mudanças no ecossistema musical. Em movimentação no mercado financeiro, a Pershing Square Capital Management vendeu toda sua participação na UMG no início de junho de 2026.

