O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a monitorar a localização aproximada dos celulares do senador e de outros investigados por dez dias. A medida, parte da Operação Compliance Zero, visa apurar suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro ligadas ao antigo Banco Master.
A decisão judicial permite o acesso a registros de antenas de telefonia (ERBs) e histórico de chamadas, o que possibilita a reconstrução de deslocamentos e a identificação de contatos entre os envolvidos. Contudo, a autorização não abrange o conteúdo de conversas ou mensagens trocadas pelos investigados.
Mendonça acolheu parcialmente o pedido da PF, focando o monitoramento em tempo real em seis pessoas, incluindo o senador e um empresário apontado como operador do Banco Master. O ministro justificou que os dados de localização são relevantes para confirmar ou afastar vínculos investigativos, especialmente porque há indícios de uso de linguagem cifrada e risco de vazamento das diligências.
A investigação apura suspeitas de que o senador recebeu vantagens indevidas de gestores do Banco Master, envolvendo a aquisição de um apartamento em Salvador e repasses financeiros. O ministro ressaltou que a autorização não configura juízo de culpa, limitando-se ao acesso a metadados de conexão e localização dos aparelhos.

