O Tesouro Nacional, incluindo o Banco Central, registrou superávit primário de R$ 2,296 bilhões em junho, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (30). O resultado considera receitas e despesas do governo antes do pagamento de juros da dívida pública. O desempenho positivo ocorreu apesar do déficit da Previdência Social, que atingiu R$ 50,474 bilhões no período.
O resultado fiscal também acompanha a evolução da Receita Líquida Ajustada (RLA), indicador usado pelo governo para definir o limite anual de despesas previsto no arcabouço fiscal. A RLA encerrou junho em 5,36%, valor superior aos 4,96% registrados em maio.
O indicador busca estabilizar a base de crescimento dos gastos públicos, reduzindo o impacto de receitas voláteis, como dividendos e royalties. Para o Orçamento de 2026, a variação da RLA entre julho de 2024 e junho de 2025 foi de 6,37%, o que estabeleceu o limite de crescimento real das despesas em 2,50%, conforme o arcabouço fiscal.
Isoladamente, o Banco Central apresentou resultado negativo de R$ 155 milhões. O superávit primário do Tesouro foi registrado mesmo com o grande déficit previdenciário.

