A presença do organismo Mnemiopsis leidyi, conhecido como ‘canibal marinho’, representa risco ao ecossistema marinho e à pesca comercial no Mar Báltico. O invasor consome zooplâncton, desestabilizando as redes alimentares, e também ingere ovos e larvas de peixes, ameaçando populações de sardinhas e anchovas.
O organismo, originário das águas costeiras do Atlântico Ocidental, foi introduzido no Mar Negro na década de 1980, por engano, e foi registrado no Mar Báltico pela primeira vez em 2006, segundo dados de um site científico alemão. Embora se assemelhe a uma pequena água-viva transparente, ele não possui células urticantes, sendo inofensivo para humanos, conforme informa um sistema de controle de pragas marinhas.
O Mnemiopsis leidyi se multiplica com facilidade e demonstra alta adaptabilidade a mudanças ambientais, como o aquecimento dos mares. A estratégia de sobrevivência do invasor inclui consumir sua própria prole em momentos de escassez, o que lhe rendeu o apelido de ‘canibal marinho’.
Estudos publicados em janeiro de 2026, no Journal of Plankton Research, indicam que a proliferação do organismo não está diminuindo, mesmo com a existência do peixe-agulha (Gasterosteus aculeatus), que pode atuar como predador natural. A situação representa um desafio ecológico contínuo para a região.

