A diretora Alice McShane afirmou que o chamado “privilégio da beleza” pode ter protegido Jared Leto das consequências das repetidas acusações de abuso sexual feitas contra o ator. O documentário “Jared Leto: Hollywood’s Dark Secret”, da BBC, reúne denúncias de abuso, estupro e aliciamento de menores.
McShane classificou como “mistério” a falta de maior repercussão profissional do ator diante das alegações. Segundo ela, o contexto cultural atual contribui para isso, pois a indignação com tais histórias diminuiu após o movimento #MeToo. A diretora disse que a persona pública cultivada por Leto, descrita como enigmática e misteriosa, ajudou a blindá-lo, somada ao fator de sua aparência.
As denúncias mais graves, reunidas no documentário, envolvem quatro mulheres que alegam ter conhecido o ator entre 2002 e 2016, quando tinham entre 16 e 18 anos. Uma das denunciantes relatou ter sido abusada em Las Vegas em 2002, enquanto outra afirmou ter tido relações sexuais em 2006, quando tinha 17 anos.
Em resposta às acusações, Jared Leto negou veementemente os fatos. Ele declarou: “Nunca abusei sexualmente de ninguém em toda a minha vida. Essas alegações são absoluta e categoricamente falsas”. O ator, que ganhou projeção na década de 1990, também é vocalista da banda Thirty Seconds to Mars.


