A janela eleitoral de 2026 exige cautela na gestão cambial, com o dólar operando em R$ 5,10 e projeções de pico em R$ 5,55. Especialistas apontam cinco erros estruturais que importadores cometem ao fechar câmbio, transformando proteção em risco.
O primeiro erro comum é esperar o momento ideal para travar a taxa de câmbio, o que converte a proteção cambial em uma aposta arriscada. Segundo a mesa de análise, o hedge deve proteger a margem da operação, e não buscar ganhos no mercado. A correção conceitual exige que o empresário garanta o resultado do semestre, e não dependa da volatilidade.
Outro ponto crítico é travar 100% da exposição em uma única decisão. A estratégia correta é o hedge em camadas, dividindo os meses futuros em fatias para preservar flexibilidade. Além disso, aceitar cotações de uma única instituição gera um custo invisível devido ao spread, exigindo a comparação de múltiplas mesas de câmbio.
A antecipação estratégica também é vital, pois o pico do dólar frequentemente coincide com gargalos logísticos, elevando custos de frete. O erro mais custoso, contudo, é tratar o câmbio isoladamente do desenho fiscal da importação. A integração de mecanismos como Ex-Tarifário com o hedge pode reduzir o custo total da operação em até 44,7%, conforme simulações da consultoria.

