O presidente argentino, Javier Milei, apresentou um pacote de reformas que inclui a reorganização do Banco Central (BCRA) e a implementação de um ‘shutdown’ em caso de déficit fiscal prolongado. As medidas visam aumentar a disciplina monetária e paralisar atividades estatais não essenciais.
O projeto de lei para o BCRA busca proibir o financiamento monetário do Estado e das províncias, estabelecendo que a missão fundamental da instituição é preservar o valor da moeda. Milei afirmou que a mudança visa dificultar a remoção de autoridades do órgão, criticando governos anteriores por usar o Banco Central como “ferramenta que permitiu o roubo da alta política”.
Adicionalmente, o presidente anunciou a proposta de um fechamento do governo, ou ‘shutdown’, caso o déficit fiscal se prolongue. Nesse cenário, as atividades estatais não essenciais seriam paralisadas, novos gastos seriam congelados e nenhum contrato seria concedido. Durante o período, nem legisladores nem o alto escalão do Executivo receberiam salário.
O principal sindicato de trabalhadores do Estado (ATE) reagiu à proposta, com seu líder afirmando que o fechamento “já começou” na prática, devido aos cortes e demissões em massa. O Ministro da Economia, Luis Caputo, informou que a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, saiu de reunião com o presidente satisfeita com os detalhes da reforma.


