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Meio Ambiente

China cria Muralha Verde com 66 bilhões de árvores

Carla Fernandes
Última atualização: 31 de julho de 2026 05:30
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O projeto da Grande Muralha Verde da China, iniciado em 1978 para conter desertos, enfrenta críticas após 48 anos de implementação. O plantio de 66 bilhões de árvores, embora tenha reduzido tempestades de areia em 70%, gerou preocupações sobre saúde pública e eficácia climática.

A seleção de espécies vegetais resistentes, como artemísia e salgueiro, resultou em um aumento nas taxas de alergias respiratórias nas regiões adjacentes. Moradores dessas áreas apresentam o dobro da probabilidade de sofrer com alergias em comparação ao período anterior ao início do projeto. Diante disso, autoridades chinesas alocaram € 747 milhões para substituir espécies consideradas nocivas por ginkgo e ameixeira, além de aplicar fitormônios para inibir a liberação de pólen.

Uma pesquisa da Universidade de Pequim, liderada pelo ecologista Yuhang Luo, analisou a dinâmica das florestas. Os especialistas descobriram que a cobertura vegetal cresce 66% mais rápido que em áreas naturais, mas alertam que esse ganho é temporário, atingindo pico entre 30 e 40 anos. Ecossistemas naturais, em contraste, mantêm um crescimento mais lento, mas contínuo, garantindo maior resiliência.

Experiências passadas, como o corte de 24 milhões de árvores em 1991 devido a pragas, reforçam a necessidade de considerar as características biológicas locais. Um pesquisador da Universidade de Waterloo afirmou que medir o sucesso apenas pela densidade da folhagem é um erro, pois o carbono também é armazenado no solo e nas raízes. O projeto conseguiu reduzir em 70% a intensidade das tempestades de areia.

TAGGED:Chinagrande-muralha-verdemudanças climáticasreflorestamentosaúde públicaSustentabilidade
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