A Petrobras está produzindo acima das capacidades projetadas das plataformas offshore em Búzios e outros campos em águas profundas, ajudando a abastecer um mercado de petróleo afetado pela guerra no Irã. A companhia adicionou 134 mil barris por dia de produção excedente, o que representa cerca de 5% de sua produção total de petróleo.
A estatal ultrapassou os limites de projeto da superplataforma Almirante Tamandaré, em Búzios, e replica essa estratégia em outras unidades de produção e armazenamento offshore (FPSOs). Essa abordagem permite que a empresa suprima o mercado abalado pelo conflito no Oriente Médio sem depender da construção de novas embarcações, o que, segundo a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Renata Baruzzi, “virou o novo normal”.
As ampliações de capacidade contribuíram para que a Petrobras alcançasse um recorde de 3,34 milhões de barris por dia de óleo equivalente no segundo trimestre. Atualmente, sete FPSOs adaptadas operam acima da capacidade, e três embarcações adicionais entrarão em operação, gerando um aumento de 124 mil barris por dia em relação às expectativas iniciais.
A empresa corre para extrair o máximo de petróleo bruto dos campos existentes, enquanto busca novas reservas para evitar quedas na produção na década de 2030. Executivos do setor alertam que o Brasil pode se tornar importador líquido em uma década se a exploração não avançar em regiões como a Margem Equatorial.

