A Polícia Federal abriu uma nova investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Supremo Tribunal Federal (STF). A apuração visa apurar suspeitas de corrupção e tráfico de influência ligadas à regulamentação de cannabis medicinal. O inquérito surgiu a partir de elementos obtidos durante a Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS.
A investigação da Polícia Federal foca em suspeitas de corrupção e tráfico de influência no processo de regulamentação e comercialização de cannabis medicinal, em programas vinculados ao Ministério da Saúde. Os investigadores suspeitam que Fábio Luís Lula da Silva atuou ao lado da empresária Roberta Moreira Luchsinger em favor da empresa World Cannabis, empreendimento ligado ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes.
A Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), apura um esquema de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS entre 2019 e 2024, com prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões aos beneficiários. O novo inquérito utilizou provas dessa operação e apura contatos entre os envolvidos e servidores públicos.
Roberta Moreira Luchsinger, sócia de RL Consultoria e Intermediações, é apontada como elo entre Fábio Luís Lula da Silva e Antonio Carlos Camilo Antunes. A PF afirmou que ela recebeu R$ 1,5 milhão, em parcelas, do lobista. A defesa de Fábio Luís Lula da Silva declarou que ele nunca participou de negociações com a World Cannabis, não investiu ou recebeu remuneração.

