O Brasil ultrapassou a marca de 300 Centros de Serviços Compartilhados (CSCs) em atividade, empregando mais de 86 mil profissionais, segundo dados de 2026 da MIA, solução de inteligência de mercado do IEG. O setor, que cresceu mais de 150 unidades desde 2016, consolida-se como potência regional.
A consolidação do mercado brasileiro de CSCs resulta da combinação de fatores como mão de obra qualificada, custos competitivos e maturidade em governança, afirmou Lara Pessanha, sócia do IEG. A executiva declarou que os mais de 300 CSCs em operação indicam que o país possui um mercado robusto e em constante evolução, superando a fase de mera tendência.
A evolução tecnológica transformou o papel dos CSCs dentro das empresas. Com o avanço da automação e da inteligência artificial, muitos centros deixaram de focar em processos transacionais. Agora, eles assumem funções de gestão, análise de dados e apoio à tomada de decisão, priorizando inteligência e eficiência.
Além da evolução interna, os CSCs brasileiros expandem atuação internacional. Análises da MIA mostram que 29% dos centros já prestam serviços para outros países, atuando como hubs regionais. Contudo, Pessanha avalia que o principal desafio é subir na cadeia de valor, posicionando o país pela qualidade das entregas, e não apenas pelo custo.


