A FIFA divulgou um comunicado nesta quinta-feira (31) para defender o projeto FIFA Forward Enterprise (FFE) e negar que a iniciativa configure uma privatização de suas competições ou perda de controle sobre a governança do futebol. A manifestação ocorre após rejeição pública da proposta por confederações como a UEFA e a Concacaf.
A organização, presidida por Gianni Infantino, reconheceu as preocupações levantadas pelas confederações, mas disse que informações divulgadas pela imprensa prejudicaram o processo de consulta. “A desinformação publicada na mídia prejudicou o processo de consulta planejado. Continuaremos esse processo para garantir que cada associação membro possa votar com base em fatos”, afirmou a FIFA.
A entidade defendeu que nenhuma organização pode representar as 211 associações membros globalmente. Segundo o comunicado, o objetivo da FFE é otimizar a gestão comercial dos torneios, aumentando receitas que serão redistribuídas às federações filiadas. A FIFA reforçou que manterá o controle sobre decisões esportivas, como regulamentos e calendários.
A organização garantiu que “Ninguém está vendendo o futebol. Isso não é algo que a Fifa jamais consideraria”. Entre 2027 e 2030, cada federação receberá US$ 20 milhões pelo programa FIFA Forward, além de US$ 20 milhões adicionais via Fast Forward, sem abrir mão do controle dos ativos.
A controvérsia começou após a divulgação de que a FIFA estudava vender entre 20% e 30% da nova empresa a investidores, como o fundo Thrive Capital. Em resposta, as 55 federações da UEFA aprovaram unanimemente uma rejeição ao projeto e ameaçaram retirar seleções das competições se a participação privada avançar.

