A Espanha enviou militares para a exclave de Ceuta, no norte da África, após a chegada de 49 mil migrantes vindos de Marrocos na quinta-feira. As autoridades confirmaram o grande fluxo, que superou estimativas anteriores, e classificaram a situação como um estado de emergência nacional.
O chefe do sindicato de oficiais da Guarda Civil espanhola em Ceuta declarou que a fronteira “totalmente desmoronou”, citando que milhares de migrantes cruzaram o limite. O prefeito do município, Juan Jesús Vivas, afirmou que a situação deve ser tratada como uma “emergência nacional”, exigindo ações imediatas e decisivas.
A travessia gerou tragédias; pelo menos 19 pessoas morreram em tentativas de cruzar as barreiras, que incluem cercas de seis metros de altura. Além de homens jovens, mulheres e crianças foram vistas nas áreas de recepção, segundo a imprensa.
O líder da extrema-direita, Santiago Abascal, classificou o evento como uma “invasão”, acusando o governo do primeiro-ministro de ter atraído migrantes, que ele alega serem criminosos ou potenciais eleitores de esquerda. Ceuta, um município autônomo espanhol, é uma das únicas fronteiras terrestres entre a União Europeia e a África.

