O Ministério da Saúde atrasa a compra de medicamento vital para uma bebê de cinco meses, diagnosticada com doença de Wolman. O advogado da família denunciou que, mesmo após determinação judicial, a transação não foi concluída, colocando a criança em risco de vida.
A doença genética rara afeta órgãos como fígado e baço, podendo levar ao óbito nos primeiros meses sem tratamento. A equipe responsável pela aquisição do remédio, Kanuma (sebelipase alfa), solicitou dados sobre o peso da criança e, após recebê-los, não prosseguiu com o processo.
Em contato com o Ministério da Saúde, a pasta afirmou que o peso deveria constar na receita, o que gerou o impasse para a liberação da compra. O medicamento custa cerca de R$ 35 mil por aplicação semanal.
O advogado da família comunicou o descumprimento da decisão judicial e solicitou o bloqueio de valores da União. Anteriormente, a negativa do tratamento havia sido baseada em parecer do Núcleo de Apoio Técnico do Judiciário (NatJus), mas peritos revisaram a avaliação e reconheceram a urgência do caso, levando à concessão da liminar.


