A América Latina ganha apelo entre investidores globais como opção de diversificação frente à concentração de bolsas em inteligência artificial (IA). O Itaú BBA reforçou a recomendação de exposição acima da média para a região, destacando o Brasil por seus valuations descontados e baixa correlação com o setor de tecnologia.
Segundo o Itaú BBA, a região negocia múltiplos inferiores aos padrões históricos e aos de outros mercados globais. Atualmente, a América Latina é negociada a 9,7 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, valor 12% abaixo de sua média histórica. Um diferencial apontado pelo banco é a ausência quase total de exposição ao setor de tecnologia no índice latino-americano, enquanto este representa 41,7% no índice de mercados emergentes (EM).
Desde o pico do movimento ligado à IA, em 22 de junho, a América Latina superou o desempenho do MSCI dos mercados emergentes em cerca de 14 a 15 pontos percentuais, movimento liderado pelo Brasil. O JPMorgan também observou que a correção recente das bolsas emergentes foi concentrada em tecnologia, e manteve o Brasil entre seus mercados preferidos.
Dentro da América Latina, o Itaú BBA mantém o Brasil como principal recomendação, impulsionado por um valuation atrativo, negociado a cerca de 8,4 vezes lucro projetado. O banco projeta para o país crescimento de 2,1% em 2026, com inflação de 5,4% e Selic terminal em 14% no mesmo ano, alertando, contudo, para riscos macroeconômicos como um Federal Reserve mais hawkish.

