O presidente da Argentina, Javier Milei, assinou um decreto que permite barrar a entrada e expulsar estrangeiros que promovam mensagens de ódio ou discriminação contra o país. A norma passou a valer na noite de quarta-feira, 30, e atinge tanto visitantes quanto residentes.
A Casa Rosada justificou a decisão como resposta a manifestações recentes de hostilidade. Durante a Copa do Mundo de 2026, personalidades internacionais criticaram episódios de racismo atribuídos a torcedores argentinos. O governo declarou que não aceitará agressões externas e que críticos da nação não são bem-vindos em território argentino.
Milei acusou grupos da esquerda do Brasil, do México e dos Estados Unidos de financiar uma campanha digital contra a imagem argentina durante o Mundial. A assinatura do decreto ocorreu em um momento de tensão diplomática, após o líder argentino proferir ofensas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana anterior, em São Paulo.
Apesar da eficácia imediata, a medida ainda depende do aval do Congresso local para se tornar lei permanente. A regra se aplica a qualquer estrangeiro que desrespeite a população ou os símbolos pátrios argentinos.


