Adiar a compra de um imóvel na expectativa de taxas de juros menores pode diminuir a capacidade de aquisição das famílias no Brasil. O empresário Dário Ferraço, sócio da RE/MAX SF, afirmou que a alta dos preços dos imóveis e dos custos de construção civil pressiona o poder de compra.
Segundo Ferraço, o mercado imobiliário demonstra demanda sustentada, mesmo com juros elevados. No primeiro semestre, financiamentos imobiliários cresceram 23%, movimentando R$ 180 bilhões no país, conforme dados da Abecip. O especialista comentou que a necessidade de moradia e a expectativa de valorização mantêm o interesse dos consumidores.
O empresário alertou que postergar a decisão de compra pode ser contraproducente. Ele explicou que, embora taxas menores possam surgir, a valorização dos imóveis pode elevar os custos, reduzindo o poder de compra e o valor financiável. Ferraço aconselhou que o comprador compare o custo atual dos juros com a possível alta dos imóveis e com a despesa mensal de aluguel.
Além disso, o aumento dos aluguéis afeta o orçamento familiar, pois a locação não gera patrimônio. A compra, por outro lado, constitui um ativo familiar. Ferraço ressaltou que a decisão exige planejamento financeiro rigoroso, especialmente para cobrir a entrada e as parcelas, e que instituições financeiras avaliam o comprometimento da renda.

