O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) mantém aberta uma auditoria extraordinária de R$ 6,5 bilhões sobre aportes do Rioprevidência. A investigação foca em instituições como o Banco Genial, Mirae Asset e Banco Digimais, após a Corte rejeitar as contas de 2025 do então governador.
A decisão, divulgada em 15 de julho, deu cinco dias para o fundo previdenciário explicar novos aportes questionados. O escopo da fiscalização foi ampliado em junho, abrangendo o Banco Master, onde o fundo aplicou recursos em títulos, e outras instituições. No caso do Genial, a apuração não trata de calote, mas da forma como os valores foram classificados contabilmente pelo Estado, visto que o banco presta serviços de custódia.
A Corte determinou que o Rioprevidência esclareça aportes de R$ 118 milhões em fundos administrados por instituições que, segundo representação, não estavam credenciadas à autarquia. Esses recursos foram aplicados entre 24 e 29 de dezembro de 2025. Além disso, foi cobrada explicação sobre aplicação de R$ 99,4 milhões feita pela corretora Mirae.
O escrutínio teve início em 1º de junho, quando o TCE-RJ rejeitou as contas de 2025 do ex-governador, apontando falta de provisão para perdas em cerca de R$ 1,3 bilhão no Banco Master. O Banco Genial, por sua vez, declarou que sua relação com o fundo se limita à custódia de títulos públicos federais.


