O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos avançou 1,5% no segundo trimestre, segundo estimativa preliminar do Departamento de Análise Econômica dos Estados Unidos (BEA). O resultado mostra desaceleração em relação ao início do ano, mas o consumo das famílias cresceu 3,2% e os investimentos empresariais se mantiveram fortes.
Apesar da queda no crescimento do PIB, o consumo das famílias, que representa cerca de dois terços da atividade econômica americana, demonstrou força. O indicador avançou 3,2% no período, acima do esperado. Essa sustentação foi impulsionada por gastos com bens duráveis, como móveis e veículos, e por despesas discricionárias em serviços, como lazer e alimentação fora de casa.
Os investimentos empresariais continuaram sendo um motor da economia. A forte expansão de aportes em inteligência artificial, realizada por grandes empresas de tecnologia, manteve o ritmo de crescimento. Segundo o BEA, os investimentos fixos não residenciais cresceram a uma taxa anualizada de 8,4%, com alta nos equipamentos industriais.
Em relação à inflação, o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), utilizado pelo Federal Reserve (Fed), recuou 0,1% em junho. O presidente da instituição, Kevin Warsh, classificou a economia como resiliente, mas apontou a força dos investimentos empresariais como característica marcante do cenário.

