A BMW registrou lucro ligeiramente superior às expectativas no segundo trimestre, segundo a montadora alemã. O resultado foi alcançado com a redução de despesas e a forte demanda por novos modelos, como o SUV elétrico iX3. A margem Ebit da divisão automotiva ficou em 2,3% no período.
O diretor financeiro da empresa, Walter Mertl, afirmou que a concorrência na indústria global se intensificou. Apesar disso, o sedã esportivo i3, lançado em junho, e o iX3 continuam com bom volume de pedidos. A montadora segue a tendência de rivais, como a Mercedes-Benz, acelerando o corte de custos frente a desafios como a desaceleração na China e tarifas dos Estados Unidos.
As tarifas de importação nos EUA e na Europa reduziram a margem Ebit em cerca de 1,25 ponto percentual no segundo trimestre. Em esforço de contenção, a BMW planeja eliminar 8 mil postos de trabalho, cerca de 5% da força de trabalho global. O CEO Milan Nedeljkovic declarou que a companhia visa retomar a meta histórica de margem Ebit entre 8% e 10% até o início da próxima década.
O mercado chinês representa o maior desafio. O analista Harald Hendrikse, do Citigroup, comentou que o declínio das vendas na China teve um efeito dramático sobre a rentabilidade. A empresa registrou vendas na China abaixo das Américas pela primeira vez em uma década, evidenciando a deterioração em seu principal mercado.


