Milhares de jovens marroquinos invadiram Ceuta, na Espanha, na última quinta-feira (30), causando paralisação na cidade. O centro de acolhimento para refugiados, com capacidade para mais de 500 pessoas, encontra-se superlotado, e mais de 1.000 pessoas dormem nas ruas, segundo relatos.
O prefeito de Ceuta alertou que cerca de 300 migrantes chegam diariamente pelo mar. Ele afirmou que, sem medidas imediatas, a situação será semelhante à de maio de 2021. O prefeito também solicitou maior cooperação do governo espanhol com Marrocos.
O governo espanhol negou o estado de emergência, alegando que ele só pode ser decretado em casos de desastres naturais. Apesar disso, o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, visitará Ceuta na sexta-feira. Um líder político local, Santiago Abascal, classificou os eventos como uma “invasão”, e não como fuga de pobreza ou guerra.
Além da crise de acolhimento, os serviços de saúde da cidade não possuem capacidade suficiente para lidar com o grande fluxo de pessoas. O prefeito também pediu a revisão da legislação de imigração, citando um recente julgamento que restringe o deportação imediata de migrantes que chegam à cidade.

