A Shell registrou lucro ajustado de US$ 9,84 bilhões no segundo trimestre, superando a projeção de analistas. O resultado foi impulsionado pelo forte desempenho em operações de trading e pela produção recorde no setor upstream brasileiro, segundo a companhia.
O lucro ajustado, que exclui ajustes extraordinários, avançou para US$ 9,84 bilhões, comparado a US$ 6,915 bilhões no trimestre anterior. A empresa manteve o programa de recompra de ações em US$ 3 bilhões, repetindo o valor anunciado em maio, e alcança o 19º trimestre consecutivo com recompras de pelo menos US$ 3 bilhões.
O desempenho reflete a produção recorde no upstream no Brasil e a alta utilização das refinarias. O conflito no Oriente Médio gerou ganho inesperado, pois as mesas de trading se beneficiaram do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã. Além disso, as margens de produtos como diesel e petroquímicos atingiram níveis recordes.
No segundo trimestre, a Shell gerou US$ 21,4 bilhões em fluxo de caixa operacional e reduziu sua dívida líquida para US$ 42 bilhões. A companhia informou, contudo, que o conflito resultou na perda de cerca de 10% de sua produção total devido a ativos danificados ou paralisados no Catar.

