O estoque total das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) alcançou R$ 7,4 trilhões em junho, um crescimento de 0,7% no período, segundo o Banco Central (BC). O desempenho foi liderado pelo crédito concedido a pessoas jurídicas, que avançou 1,5%, enquanto o crédito para pessoas físicas cresceu 0,2%.
O avanço do crédito total representa uma alta de 9,7% se comparado a junho de 2025. A expansão ocorre em um contexto de taxa Selic elevada, que encarece os financiamentos e tende a diminuir a demanda por empréstimos. O crédito ampliado ao setor não financeiro, que inclui dívidas externas, atingiu R$ 21,7 trilhões, o que equivale a 164,3% do Produto Interno Bruto (PIB).
Em relação aos custos, a taxa média de juros das concessões subiu para 33,4% ao ano. Contudo, no segmento empresarial, houve queda nos juros do crédito livre, com a taxa média recuando 0,5 ponto percentual para 24,4% ao ano. Para as famílias, a taxa média do crédito livre aumentou 1,2 ponto percentual, chegando a 64% ao ano.
A inadimplência total do sistema manteve-se em 4,7%. No agregado monetário M4, indicador de liquidez, o valor encerrou junho em R$ 15,7 trilhões, representando alta de 1,2% no mês e 12,3% em doze meses.

