O interesse de investidores americanos nos clubes de futebol britânicos cresce, transformando times europeus em ativos valiosos. A atração se deve à raridade dos clubes, ao apelo cultural e à possibilidade de otimizar as ineficiências operacionais dos times.
O fascínio por clubes de futebol ingleses se intensifica com o retorno das temporadas europeias. O interesse americano não se restringe apenas à audiência, mas se manifesta em salas de reunião, onde os clubes são vistos como ativos valiosos. O controle americano já abrange 11 dos 20 times da Premier League, e investidores de cultura pop, como em um time galês de quinta divisão, também demonstraram apetite por esses investimentos.
Analistas de finanças esportivas afirmam que as ineficiências nas operações diárias dos clubes britânicos empolgam os empresários americanos. Tradicionalmente, os times operam com prejuízo, pois a maximização de receita não é prioridade. Na temporada 2024/25, a Premier League acumulou um prejuízo combinado de £ 948 milhões (US$ 1,26 bilhão), segundo a Deloitte.
O valor dos clubes é sustentado pela escassez e pelo apelo do esporte ao vivo. O Fenway Sports Group, por exemplo, está em negociações para vender participação minoritária no Liverpool, clube avaliado em US$ 6 bilhões. Especialistas dizem que essa avaliação reflete a raridade dos clubes de elite e a disposição de multibilionários em investir neles.

