O futebol brasileiro utiliza tecnologia de biometria facial para controle de acesso em estádios, seguindo a Lei Geral do Esporte (LGE) de 2025. A implementação, que começou com o Palmeiras em 2022, já abrange os 20 clubes da Série A. O sistema alterou a logística e gerou impactos positivos na gestão comercial e na segurança dos eventos.
A adoção da biometria facial substituiu ingressos tradicionais, o que reduziu a falsificação de bilhetes e a ação de cambistas. No Corinthians, a diretoria de tecnologia estimava que a comercialização ilegal gerava uma perda de arrecadação de R$ 1 milhão por partida. Já no Santos, a eliminação de carteirinhas físicas resultou em economia estimada de R$ 1,2 milhão anualmente.
O fim do cambismo também impulsionou os programas de sócio-torcedor. O Palmeiras, por exemplo, registrou um aumento de aproximadamente 30% em sua base de associados. Além disso, levantamento da empresa responsável apontou que, em sete clubes atendidos, a média de público feminino subiu de 17,5% em 2023 para 23,1% em 2025.
Em termos de segurança, a integração do sistema com plataformas de segurança pública auxiliou na detenção de mais de 280 foragidos da Justiça em cerca de 100 partidas monitoradas em São Paulo. A empresa também expandiu sua atuação para a América do Sul, implementando a tecnologia em clubes da Argentina, Chile e Colômbia, e lançou o Bepass Pay para pagamentos por biometria facial.

