O projeto Paredes Vivas realiza em Parauapebas oficinas gratuitas de muralismo e grafite para a comunidade, crianças e adolescentes. A iniciativa, que utiliza a arte urbana como ferramenta de transformação social, ocorre no Museu de Parauapebas Hilmar Harry Kluck e visa valorizar a identidade amazônica.
A programação ensina aos participantes sobre a história do muralismo e do grafite, além de técnicas de pintura com pincéis, rolos e sprays. Ao final das atividades, será criado um mural coletivo inspirado na cultura e tradições do município, em parceria com o artista visual Waldir Lisboa. O pioneiro do muralismo no Pará afirmou que a proposta busca aproximar a arte do cotidiano e incentivar o uso do grafite como forma de expressão.
O projeto, que conta com patrocínio da Vale por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e apresentação do Ministério da Cultura, segue em circulação por cinco municípios paraenses entre julho e agosto de 2026. O coordenador-geral, Cristiano Aguiar, explicou que a iniciativa se baseia em três pilares: oficinas de formação, criação do mural coletivo e produção de um documentário.
Além das atividades presenciais, uma equipe audiovisual registra os bastidores e depoimentos, gerando um documentário gratuito. As inscrições permanecem abertas para 30 vagas no turno da manhã e 30 no período da tarde, com participação gratuita para moradores. Após Parauapebas, o projeto visita Canaã dos Carajás, Curionópolis, Ourilândia do Norte e Tucumã.


