A Coca-Cola afirmou que encontrou uma estratégia para preservar o ritmo de crescimento de vendas mesmo diante do cenário inflacionário. A companhia utiliza uma combinação de preços, diferentes tamanhos de embalagens e diversificação do portfólio para atender consumidores com perfis de renda variados.
O CEO da companhia, Henrique Braun, declarou que a política de preços segue critérios rigorosos para evitar impactos excessivos sobre os consumidores finais. A empresa busca equilibrar o valor, os custos de produção e o comportamento do mercado antes de definir qualquer reajuste. Braun reconheceu que a inflação afeta mais consumidores de menor poder aquisitivo, mas afirmou que este cenário faz parte da realidade do setor de bebidas há décadas.
Uma das ferramentas centrais da estratégia é a variedade de embalagens. Em vez de depender apenas de reajustes de preços, a companhia amplia a oferta de latas e garrafas menores, permitindo versões mais acessíveis do produto. Esse movimento ajuda a preservar a margem da empresa frente à alta dos custos de produção, especialmente de matérias-primas como o alumínio.
Os números do segundo trimestre mostraram desempenho positivo. A Coca-Cola registrou receita líquida de US$ 13,4 bilhões, um aumento de 7% em relação ao ano anterior. Com base nisso, a empresa revisou suas expectativas para 2026, projetando crescimento aproximado de 5% na receita orgânica.
Além disso, a empresa deve manter atenção ao segmento de bebidas zero açúcar. Um estudo da Stantec indicou que as vendas globais de energéticos zero açúcar cresceram 25% em 2025, sinalizando uma transformação no comportamento do consumidor em busca de hábitos mais saudáveis.

