A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou o documento “O Transporte Move o Brasil”, uma agenda estratégica com 2.837 projetos de infraestrutura que demandam investimentos de R$ 2,03 trilhões. O material, que será entregue aos candidatos à Presidência em agosto, detalha necessidades logísticas, trabalhistas e de segurança para o país.
O diagnóstico da CNT aponta que a ineficiência da segurança pública gera altos entraves logísticos. No segmento de cargas, os prejuízos diretos com roubos somam R$ 900 milhões anuais, podendo alcançar R$ 1 bilhão com custos indiretos. A confederação pede apoio para legislações que endureçam as penas para roubo de cargas e que tipifiquem como terrorismo a queima de veículos do transporte público.
Em relação às relações de trabalho, a entidade alerta que mudanças abruptas na jornada podem desorganizar o abastecimento. Um estudo da CNT estima que a redução da jornada para 36 horas semanais causaria um aumento anual de até R$ 28,1 bilhões nos custos trabalhistas do setor. A proposta é que a calibração das escalas seja feita por negociações coletivas.
A pauta também aborda a resiliência climática e a frota. A CNT recomenda a adoção de “engenharia adaptativa” para obras públicas que resistam a desastres naturais. Além disso, devido ao fato de 25% dos caminhões terem mais de 25 anos de uso, a entidade sugere linhas de crédito subsidiadas para a renovação da frota, visando reduzir a emissão de poluentes.

