A dívida pública brasileira cresceu significativamente, forçando o próximo governo a definir uma estratégia clara para o país. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, sinalizou ao mercado que o governo pode desacelerar o crescimento do limite de gastos previsto no arcabouço fiscal.
A desaceleração do limite de gastos implica elevar despesas em ritmo inferior ao teto de 2,5% acima da inflação permitido pela regra fiscal. Caso o governo seja reeleito, precisará esclarecer sua estratégia para as contas públicas a partir do próximo ano.
O crescimento da dívida pública não advém apenas do aumento do déficit primário, mas também do elevado custo dos juros. Para reduzir essa pressão, especialistas apontam a necessidade de controlar as despesas primárias, melhorar as expectativas fiscais e promover a queda da inflação.
A queda da inflação é o fator que abre espaço para a redução da taxa Selic, e não um decreto destinado a diminuir o custo da dívida. Tentar inverter essa lógica, segundo a análise, seria um erro técnico.

