Trinta e cinco mulheres de assentamentos rurais em Ponte Alta do Tocantins geram renda com a colheita da castanha de baru, um fruto nativo do Cerrado. O processo, que envolve coleta manual e processamento em agroindústria local, abastece a produção de doces e alimentos nutritivos.
O baru, um fruto seco, é abundante na região leste do Tocantins. A coleta exige paciência, pois os frutos são recolhidos do chão após caírem das árvores. O sinal de que a castanha está pronta é um som específico percebido ao chacoalhar o fruto. As mulheres realizam a coleta em horários específicos, aproveitando o período em que o gado já consumiu a massa do fruto.
Toda a produção é levada à agroindústria da Associação Mulheres Unidas do Jalapão. Lá, o grupo trabalha coletivamente em todas as etapas, incluindo abertura, torra e trituração. A farinha resultante é versátil, sendo usada em bolos, pães e sorvetes, como o mais recente desenvolvido com macaúba. A associação comercializa cerca de 800 kg de alimentos para instituições e merendas de escolas públicas.
O fruto é classificado como superalimento. Cem gramas de castanha de baru torrada fornecem 25g de proteína, 14g de fibras, 38g de gorduras boas e 500 calorias. O extrativismo com o baru é um dos produtos que mais crescem no Tocantins.

