A evolução da inteligência artificial exige uma mudança do foco em modelos gigantes para a criação de redes de agentes autônomos. Segundo Vijoy Pandey, diretor da Outshift by Cisco, o avanço depende de uma camada semântica que permita aos sistemas ‘pensarem’ juntos.
A capacidade de múltiplos agentes de IA, cada um especialista em um domínio — como saúde ou finanças — ainda carece de um elemento de união. Pandey explica que o que falta é o ‘tecido conectivo’, que é a camada semântica denominada ‘Internet de Cognição’. Essa camada permite que agentes de diferentes áreas trabalhem em conjunto, compartilhando intenção, contexto e raciocínio.
O desenvolvimento exige um novo eixo de escala: o horizontal. Enquanto o escalonamento vertical gera modelos mais capazes, o horizontal permite a resolução de problemas complexos em sistemas diversos. Pandey afirma que, sem essa camada de coordenação, configurações simples de múltiplos agentes podem ter desempenho inferior ao de um único agente.
Para viabilizar isso, foi criado o projeto AGNTCY, uma camada de conectividade de código aberto. Essa estrutura permite que agentes se encontrem e troquem mensagens usando protocolos padronizados. Além disso, protocolos como o Mycelium, desenvolvido pela Outshift, aumentaram a taxa de decisão de grupos de agentes de um terço para 93% em testes internos.
Para mitigar riscos, como injeções maliciosas, a tecnologia CASA (Continuous Agent Semantic Authorization) atua como um controle de segurança. Ela garante que as ações de um agente permaneçam alinhadas ao objetivo inicial do usuário, um avanço crucial para a aplicação em setores como saúde.

