O Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador argentino no Brasil para cobrar explicações sobre declarações feitas pelo presidente Javier Milei. A medida ocorre após Milei criticar instituições brasileiras, como o Supremo Tribunal Federal (STF), em evento no país.
O chanceler Mauro Vieira classificou as falas de Milei como “ríspidas, grosseiras e inaceitáveis”, definindo-as como uma “interferência em assuntos domésticos”. Em nota, o Itamaraty considerou o episódio “sem precedentes” e “lamentável”, citando a amizade de 203 anos entre as nações.
Em resposta às críticas, o STF também se manifestou. O ministro Edson Fachin declarou que as declarações do presidente argentino sobre o ministro Alexandre de Moraes constituem uma “referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro”.
O governo brasileiro, contudo, descartou medidas diplomáticas mais severas, como a retirada da representação. Segundo Vieira, o país buscará o entendimento por vias diplomáticas, exigindo explicações sobre a manifestação de Milei em território nacional.

