Um ataque ocorrido em Berlim durante a Parada do Orgulho LGBTQ+ no dia 25 de julho acirrou o debate político alemão sobre segurança e imigração. O incidente, classificado pelo governo como um “ataque terrorista islâmico”, levou partidos a defenderem medidas mais rígidas contra extremismo e na concessão de cidadania.
O incidente, que resultou em uma vítima fatal e pelo menos 29 feridos, levou políticos da União Democrata Cristã (CDU) a defenderem o endurecimento das respostas estatais. Günter Krings, porta-voz da CDU para assuntos internos, afirmou que penas mais severas devem ser aplicadas se as investigações confirmarem motivação extremista islamista. O partido também sugeriu regras mais rígidas para a concessão da cidadania alemã.
A legenda de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD) criticou a atuação do governo na segurança, classificando o caso como “um fracasso completo da política de segurança do governo”. Em contraste, o vice-chanceler Lars Klingbeil e o presidente Frank-Walter Steinmeier condenaram o ato, defendendo os valores de liberdade e convivência da sociedade alemã.
Centenas de pessoas se reuniram diante do Portão de Brandemburgo em vigília para homenagear as vítimas. Os manifestantes alertaram para o risco de o ataque ser usado para alimentar discursos anti-imigração, mas reafirmaram o compromisso com a comunidade e a democracia.


