A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) acusou a Voepass de enviar informações falsas ao órgão regulador sobre a manutenção de suas aeronaves. O diretor-presidente da Anac declarou que a empresa comunicava reparos que, na prática, não eram realizados. As alegações surgem após o acidente fatal da companhia em 2024.
As declarações do diretor-presidente da Anac, Álvaro Faierstein, reforçam problemas já apontados em investigações sobre a companhia. O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), divulgado pela Força Aérea Brasileira (FAB) em 24 de julho, identificou fatores como formação severa de gelo e falhas operacionais na queda ocorrida em Vinhedo, SP, em 9 de agosto de 2024. O documento, contudo, não atribuiu culpa civil ou criminal.
Após o acidente, a Anac intensificou a fiscalização e identificou irregularidades. Em março de 2025, a agência determinou a suspensão cautelar das operações da Voepass por falhas na execução de manutenções e no cumprimento de exigências regulatórias. As novas informações do presidente da Anac indicam que dados incorretos foram usados pelo órgão para acompanhar a empresa.
A Voepass negou as irregularidades em nota, afirmando que sempre seguiu padrões internacionais de segurança. No entanto, as declarações da Anac apontam inconsistências entre os registros enviados pela companhia e a situação real das aeronaves durante os processos de fiscalização.

