Investidores que comparam os fundos de biotecnologia FBT e IBB frequentemente os tratam como equivalentes, mas suas metodologias de investimento são distintas. O FBT utiliza ponderação igualitária, apostando em inovações menores, enquanto o IBB concentra ativos em grandes farmacêuticas, o que gerou uma diferença de retorno superior a 34 pontos percentuais nos últimos cinco anos.
O FBT acompanha o índice NYSE Arca Biotechnology, que utiliza ponderação igualitária e rebalanceamento trimestral. Essa estrutura implica que empresas de estágio clínico, mesmo com menor faturamento, possuem o mesmo peso que gigantes do setor. A aposta implícita é que o avanço da inovação, e não apenas o tamanho das empresas estabelecidas, impulsiona os retornos da biotecnologia. O FBT se beneficia quando empresas de médio porte participam amplamente do mercado.
Em contraste, o IBB adota uma visão oposta, utilizando um índice ponderado por capitalização de mercado. Isso concentra cerca de 30% dos ativos em quatro grandes desenvolvedoras de medicamentos. Essa estratégia foca em fluxo de caixa duradouro e poder de aquisição, comportando-se mais como um fundo de saúde defensivo. Em termos de desempenho, o FBT retornou 47,1% em cinco anos, contra 12,9% do IBB, segundo dados de desempenho.
No ano até julho de 2026, o FBT registrou 18,0% de retorno, superando os 11,5% do IBB. Embora a concentração do IBB tenha amortecido a queda entre 2021 e 2023, ela também limitou a recuperação. Para investidores que aceitam maior volatilidade em troca de exposição ao ciclo completo de inovação, o FBT demonstrou maior retorno em todos os períodos analisados.

