O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que a Smartmatic nunca forneceu ou vendeu urnas eletrônicas para as eleições brasileiras. A declaração ocorre após o senador Flávio Bolsonaro citar a empresa em reunião com embaixadores em Brasília, alegando suspeitas de fraude.
O TSE reforçou que a empresa não forneceu nem trabalha na programação dos aparelhos eleitorais do país. Segundo o órgão, a Smartmatic atuou apenas no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional às urnas brasileiras.
O senador, em seu discurso na terça-feira, 21, citou suspeitas de fraude em urnas fabricadas pela Smartmatic, alegando que elas teriam origem venezuelana. O evento contou com a presença de representantes de embaixadas de diversos países, incluindo Estados Unidos, China, Israel, Alemanha e Reino Unido.
A Corte Eleitoral já havia desmentido tais alegações em ocasiões anteriores. O ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do senador, já foi condenado pelo TSE por usar informações falsas sobre o sistema eleitoral em reunião com diplomatas em 2022.


