O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, reconheceu nesta terça-feira, 21, que a cidade não possui autoridade legal para prender o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A declaração representa um recuo em promessa de campanha feita em 2025, embora Mamdani mantenha a posição de que o líder israelense não é bem-vindo na cidade.
Mamdani afirmou que sua administração revisou todas as vias disponíveis para determinar a possibilidade de cumprir o mandado do Tribunal Penal Internacional (TPI) caso Netanyahu viesse a Nova York. O prefeito declarou que “está claro que não temos autoridade legal independente para cumprir este mandado”. Ele solicitou que o governo federal se junte ao TPI para executar a ordem de prisão.
Apesar do reconhecimento da limitação legal, Mamdani declarou que Netanyahu não será bem-vindo em Nova York, estendendo a vedação a qualquer outro “criminoso de guerra foragido”. As acusações do TPI contra Netanyahu e o ex-ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, são por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade ligados à campanha militar em Gaza, e os mandados foram emitidos em novembro de 2024.
Em resposta, o gabinete de Netanyahu classificou o TPI como um “tribunal de fachada” em nota divulgada no último domingo, 19. O gabinete criticou Mamdani, afirmando que ele deveria focar em consertar os danos causados pelas políticas da cidade, em vez de apoiar o que consideram comportamento criminoso.


