Luiz Carlos Barreto, produtor, diretor e fotógrafo do cinema brasileiro, faleceu aos 98 anos. O artista foi fundamental na redefinição da luz nacional no cinema, atuando em movimentos como o Cinema Novo e a Retomada.
Barreto foi instigador de filmes seminais, como “Vidas secas”, ao lado de Nelson Pereira dos Santos, e “Terra em transe”, de Glauber Rocha. Sua atuação como produtor impulsionou obras como “O dragão da maldade contra o santo guerreiro” e “Garrincha, a alegria do povo”, de Joaquim Pedro de Andrade.
Após o Cinema Novo, ele deflagrou um cinema popular e sofisticado, refletindo o público em títulos como “Dona Flor e seus dois maridos” e “Bye Bye Brasil”, de Cacá Diegues. Na Retomada, Barreto continuou a produzir com filmes de seus filhos, como “O quatrilho” de Fábio Barreto.
Walter Salles, diretor de “Central do Brasil”, afirmou que Barreto era “um craque que sabia jogar em todas as posições”. O artista era descrito como um homem de profunda sensibilidade e inteligência, com forte percepção da importância geopolítica do cinema brasileiro.

