Nicolás Maduro retornou ao tribunal em Nova York nesta quarta-feira (22) para audiência preliminar, mantendo objeções à ação militar dos EUA. O presidente venezuelano e sua esposa estão detidos em prisão no Brooklyn desde a captura em Caracas, em janeiro, por acusações de tráfico de drogas.
Os promotores americanos afirmam que Maduro participou de uma conspiração para transportar milhares de toneladas de cocaína para os EUA, em conluio com autoridades venezuelanas, visando favorecer chefes do tráfico. Em audiência de formalização das acusações, em janeiro, Maduro declarou: “Eu não sou culpado. Sou um homem decente, o presidente constitucional do meu país”.
A defesa de Maduro, representada por Barry Pollack, espera contestar a legalidade da ação, que foi classificada pelo governo do então presidente Donald Trump como uma “operação cirúrgica de aplicação da lei”. A defesa alega que há questões jurídicas complexas que o tribunal deve analisar antes do início do julgamento.
Maduro e sua esposa não solicitaram liberdade sob fiança. O juiz Alvin K. Hellerstein ainda não estabeleceu a data do julgamento. Caso um júri conclua a participação na conspiração, ambos podem ser condenados à prisão perpétua.


