Os Estados Unidos lançaram uma ofensiva militar contra alvos do Irã pela décima primeira noite consecutiva, após o presidente Donald Trump declarar que o conflito “ainda não terminou”. A ação visa enfraquecer a capacidade iraniana de ameaçar o tráfego no Estreito de Ormuz, crucial para o comércio mundial.
A ofensiva americana, que atingiu alvos militares da república islâmica, ocorre em meio a crescentes tensões no Oriente Médio. Trump havia ameaçado atacar um complexo nuclear subterrâneo na montanha Kolang, no centro do Irã, afirmando que o conflito “está longe de ter terminado”. O custo da guerra, segundo o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, atingiu 37,5 bilhões de dólares.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, ponderou que Washington deve recorrer à diplomacia, embora tenha criticado o Irã por não levar negociações a sério. Enquanto isso, o Irã respondeu atacando aliados regionais dos EUA e mantém bloqueado o Estreito de Ormuz. O Kuwait relatou interceptação de “drones hostis” na madrugada desta quarta-feira.
A situação é agravada pela ameaça de bloqueio do tráfego no Estreito de Bab el-Mandeb, por rebeldes huthis do Iêmen, apoiados pelo Irã. Essa ameaça, se concretizada, cortaria o acesso aos portos sauditas no Mar Vermelho. Com o aumento das tensões, o preço do barril de petróleo Brent superou 92 dólares na Ásia, seu máximo desde 11 de junho.

