A morte de Luiz Carlos Barreto, aos 98 anos, encerra um capítulo fundamental na história do cinema brasileiro. O produtor, diretor e fotógrafo construiu, ao lado de Lucy Barreto, uma família cuja influência atravessou gerações e ajudou a moldar o audiovisual nacional desde os anos 1960.
A trajetória começou antes da fundação da LC Barreto Produções Cinematográficas, em 1963. Após atuar como repórter e fotógrafo, Barreto se aproximou de nomes do Cinema Novo e participou de obras que mudaram a produção nacional. O catálogo da empresa incluiu filmes como “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), “Bye Bye Brasil” (1980) e “O Que É Isso, Companheiro?” (1997).
Os filhos também seguiram a carreira no setor. Bruno Barreto dirigiu “O Que É Isso, Companheiro?”, adaptação do livro de Fernando Gabeira, que foi indicada ao Oscar de Melhor Filme Internacional. Fábio Barreto levou “O Quatrilho” à disputa internacional, mas sua carreira foi interrompida por um acidente em 2009.
Paula Barreto assumiu a liderança da LC Barreto, mantendo a produtora ativa. A influência familiar se estende à terceira geração, com Helena Barreto, fotógrafa still, e Julia Barreto, produtora e diretora. Luiz Carlos Barreto afirmou que “O vírus do cinema contaminou toda a família”.


