A tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte das importações brasileiras começou a valer na quarta-feira, 22 de julho. A decisão, oficializada pelo governo de Donald Trump, pode causar perdas de até US$ 11 bilhões nas vendas brasileiras ao mercado norte-americano.
A sobretaxa incide sobre diversos produtos exportados pelo Brasil e foi determinada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) após investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Segundo o governo norte-americano, o Brasil mantém práticas comerciais consideradas desleais em áreas como comércio digital e combate ao desmatamento.
A nova tarifa será aplicada além das alíquotas de importação já existentes, elevando o imposto de produtos de 5% para 30% no mercado norte-americano. Cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA serão afetadas, o que representa aproximadamente US$ 7,4 bilhões em embarques, segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio França.
Apesar do endurecimento comercial, Washington isentou mais de 2,1 mil produtos, incluindo carne bovina, café, petróleo bruto e semicondutores. Contudo, itens como etanol de cana-de-açúcar, celulose branqueada, aço e vestuário estão entre os atingidos. O Palácio do Planalto sinalizou que não recorrerá à Lei da Reciprocidade Econômica neste momento, defendendo cautela.

