O Exército libanês acusou forças israelenses de abrirem fogo perto de suas tropas na terça-feira, durante a implementação de um acordo mediado pelos Estados Unidos para a retirada de Israel do sul do Líbano. A mobilização ocorreu na vila de Zawtar al-Gharbiya, no distrito de Nabatieh. O presidente libanês, Joseph Aoun, reuniu-se com o presidente americano, Donald Trump, no mesmo dia para pedir apoio de Washington às Forças Armadas locais.
A mobilização faz parte de um acordo gradual onde Israel concordou em se retirar de áreas do sul do Líbano, permitindo que o Exército libanês assuma o controle e garanta a segurança. As áreas, chamadas de “zonas piloto”, visam testar um entendimento mais amplo firmado no mês anterior entre Líbano e Israel para reduzir o conflito. No entanto, críticos do acordo afirmam que o recuo das tropas israelenses depende dos esforços do governo libanês para desarmar o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã.
Durante a reunião na Casa Branca, Joseph Aoun agradeceu a Donald Trump por intermediar o acordo, afirmando que o objetivo é encerrar “para sempre” a hostilidade entre os países. O presidente libanês pediu que Washington mantenha o respaldo às Forças Armadas, alertando que a ausência desse apoio poderia levar o sul do Líbano a um cenário de instabilidade, como o vivido nas décadas de 1970 e 1980.
O Exército israelense não respondeu imediatamente às acusações feitas pelos militares libaneses. O Departamento de Estado americano informou que as operações iniciais nas zonas piloto incluiriam as vilas de Froun, Srifa e Zawtar al-Gharbiya, sendo resultado das discussões realizadas entre Israel e Líbano em Roma.


