Os royalties de exploração de petróleo distribuídos à União, Estados e municípios somaram R$ 36,5 bilhões no primeiro semestre de 2026. O valor está 35% acima do projetado, impulsionado pela alta do petróleo Brent, resultado de conflito no Oriente Médio.
O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), principal entidade representativa das petroleiras, divulgou os dados. A valorização do barril, que alcançou US$ 92,56 no período, superou a projeção inicial de US$ 57,50 feita pela agência norte-americana EIA. Esse aumento gerou um adicional extraordinário de R$ 9,6 bilhões aos cofres públicos.
Desse montante extra, R$ 3 bilhões foram destinados à União, R$ 2,7 bilhões aos Estados e R$ 3,9 bilhões aos municípios. O estudo do IBP também utilizou a divulgação para criticar o imposto de 12% sobre exportações de petróleo bruto, implementado em março.
Roberto Ardenghy, presidente do IBP, afirmou que a arrecadação pública cresce naturalmente com a alta dos preços internacionais. Ele declarou que criar nova tributação sobre vendas externas “apenas sobrepõe encargos, deteriora o ambiente de negócios e afasta os investimentos de longo prazo”.
O imposto também afetou as exportações. Em maio, o volume de embarques de óleo cru brasileiro caiu 28,3% em relação a abril, atingindo 45 milhões de barris, o que reduziu a receita em 23,3%.

