O governo federal se reúne com representantes de setores industriais brasileiros para discutir os impactos da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos. As conversas, lideradas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), visam mapear perdas de contratos e riscos de produção.
Segundo o ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, os segmentos mais atingidos pela nova taxação, que entra em vigor em breve, incluem madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar. As associações envolvidas no diálogo são a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).
A estratégia governamental consiste em ouvir cada segmento para diagnosticar os prejuízos e definir medidas de socorro, respeitando as limitações fiscais. Entre as alternativas estudadas estão a ampliação de instrumentos do Plano Brasil Soberano, novas linhas de financiamento e a busca por mercados alternativos para as exportações brasileiras.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que o governo protegerá os empresários e trabalhadores atingidos, mas enfatizou que qualquer ação será criteriosa e alinhada ao compromisso fiscal. Paralelamente, o Brasil dialoga com autoridades americanas e avalia instrumentos da Organização Mundial do Comércio (OMC).

