Milhares de manifestantes ocuparam uma praça central de Kiev, Ucrânia, exigindo mudanças na liderança militar do país. A indignação pública, que começou com a demissão de um ministro da Defesa, agora foca na saída do comandante-geral da guerra. A administração de Volodymyr Zelensky sinalizou abertura para ouvir as demandas da sociedade.
O chefe de gabinete de Zelensky, Kyrylo Budanov, comunicou que a posição da sociedade foi ouvida, reconhecendo a força que os cidadãos demonstram ao expressar suas opiniões. Inicialmente, os protestos foram motivados pela demissão de um ministro da Defesa. Contudo, os manifestantes alteraram o foco e passaram a exigir a saída do comandante-geral da guerra, Oleksandr Syrskyi, em disputa com o ex-ministro Mykhailo Fedorov.
Zelensky respondeu às manifestações realizando chamadas de vídeo com comandantes do Exército, demonstrando disposição para ouvir as reclamações. O presidente ofereceu outros cargos a Fedorov, incluindo uma função no conselho de segurança nacional, mas o ex-ministro recusou as propostas. A tradição ucraniana considera os protestos de rua um pilar da democracia, um contraste com o caminho autoritário seguido pela Rússia.
Em resposta à pressão, Syrskyi pediu desculpas a Fedorov e divulgou que tropas em uma cidade sitiada usariam drones e robôs. Deputadas, como Liudmyla Buimister, afirmam que a força dos protestos reside na sua natureza sem liderança definida, podendo se voltar contra o presidente se as demandas não forem atendidas.


